6 doenças oculares que causam perda de visão

A cegueira é uma condição que se caracteriza pela perda parcial ou total da visão. A doença pode ser congênita ou adquirida. A cegueira atinge cerca de 6 milhões de brasileiros segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esses números sobre a deficiência visual no Brasil mostram que há muito ainda a ser feito para que as doenças oculares que causam perda de visão sejam evitadas.

Mas quais são essas doenças? E o seus sintomas? São essas questões que vamos responder neste artigo.

Boa leitura.

5 doenças oculares que causam perda de visão

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as principais enfermidades que causam cegueira são:

1 – Catarata

A catarata é uma doença que atinge o cristalino dos olhos e, segundo a OMS, é  responsável por cerca de 47% de todos os casos de cegueira no mundo. No Brasil, a doença tem sido cada vez mais recorrente, principalmente pelo aumento da expectativa de vida: o distúrbio é mais comum em pessoas com mais de 60 anos.

A catarata pode ter basicamente duas causas: congênita e adquirida. A congênita é aquela que nasce com a pessoa. Já a catarata adquirida pode se desenvolver por 5 razões diferentes:

  • Traumática: quando os olhos passam por agressões físicas, quebras, acidentes automobilísticos e outros tipos de trauma. Por isso é muito importante visitar um médico Oftalmologista nesses casos. Quanto mais cedo for o diagnóstico, melhor será o resultado do tratamento.
  • Medicamentosa: se automedicar é muito perigoso, isso você já sabe, né? Alguns remédios, como corticoide, podem, a longo prazo, ajudar no desenvolvimento da catarata.
  • Inflamatória: é muito importante estar atento aos olhos. Sempre que notar algo de diferente procure um Oftalmologista. Inflamações intraoculares quando não tratadas podem ocasionar a catarata.
  • Senil: o tipo mais comum de catarata é aquela que aparece com a idade. Com o passar dos anos, o cristalino perde suas características e com isso também a sua nitidez. O resultado é a perda da visão.
  • Metabólica: alterações como diabetes, colesterol alto, doenças do fígado e disfunções hormonais podem levar ao desenvolvimento da catarata.

O primeiro sinal de alerta é a visão borrada para ler, costurar e fazer outras atividades rotineiras. Além disso a doença pode apresentar outros sintomas, como:

  • Visão dupla;
  • Sensibilidade à luz;
  • Imagens distorcida;
  • Sensação de cores desbotadas;
  • Distorção dos cantos retos.

Saiba mais sobre esse distúrbio cada vez comum em nosso Guia Completo Sobre a Catarata.

2 – Glaucoma

O glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo, perdendo apenas para a catarata. Segundo estimativas da OMS, cerca de 60 milhões de pessoas sofrem da doença. O glaucoma atinge o nervo óptico do olho e está associado ao aumento da pressão intraocular. Ele é causado por alterações no fluxo do líquido que preenche parte do órgão.O distúrbio vai lentamente degradando o nervo e matando as fibras até que a visão seja totalmente comprometida.

O perigo do glaucoma é o seu desenvolvimento lento e assintomático. Muitas pessoas só percebem a doença quando ela já está avançada. Os principais tipos da doença são:

  • Glaucoma de ângulo aberto: é a forma mais comum da doença e surge gradualmente. Aos poucos a drenagem do olho vai diminuindo, aumentando a pressão intraocular e lesionando o nervo óptico. Ela afeta a visão lentamente e é muitas das vezes assintomática. O diagnóstico precoce é indispensável para o controle da doença.
  • Glaucoma de ângulo fechado: acontece quando a saída do fluido é bloqueada subitamente. Desse jeito, a pressão intraocular aumenta muito mais rápido, causando muita dor. Esse tipo de glaucoma é considerado emergencial e é muito perigoso. Ele precisa de tratamento rápido para evitar a perda da visão.

O glaucoma de ângulo fechado causa os seguintes sintomas:

  • Dor súbita nos olhos;
  • Olhos avermelhados;
  • Incômodo nos olhos;
  • Náuseas e/ou vômitos;
  • Olhos inchados.


A doença é muito séria e por isso precisa de muito cuidado. Saiba mais sobre o Glaucoma e proteja a sua visão da cegueira. Leia o e-book produzido pela UPO e tenha com você o Guia Completo Sobre o Glaucoma.

3 – Degeneração macular relacionada à idade (DMRI)

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) está ligada ao envelhecimento natural do nosso organismo, inclusive os olhos. Ela é uma das principais causas de cegueira na população mais idosa. A doença provoca a perda gradual da visão, atrapalhando atividades simples do dia a dia como ler ou dirigir, o que afeta diretamente a qualidade de vida das pessoas. A DRMI é dividida em dois tipos:  

  • Degeneração macular atrófica: é o tipo mais frequente da doença e acontece pelo envelhecimento e afinamento dos tecidos da mácula. A perda de visão acontece gradualmente, o que faz com que a pessoa conviva durante anos com a doença sem perceber que há algo errado.
  • Degeneração macular exsudativa: esse tipo de degeneração macular atinge cerca de 10% dos casos da doença, mas é o mais agressivo e preocupante.  Isso porque na forma exsudativa, o distúrbio é caracterizado pelo vazamento de fluidos ou sangue pelos vasos sub-retinianos. Desse jeito a perda de visão acontece rapidamente, sem tempo para que haja tratamento.

Apesar de a DMRI ser assintomática em vários casos, alguns sinais podem chamar a atenção do paciente, como:

  • Perda gradual da visão;
  • Dificuldade de adaptação em ambientes com pouca luz;
  • Queda na capacidade de reparar detalhes;
  • Redução da intensidades das cores;
  • Visão turva e confusa;
  • Formação de manchas escuras no centro da visão;
  • Dificuldade para ler.

Ficou curioso sobre a DMRI? Então leia mais sobre essa doença no post “Você sabe o que é degeneração macular?” e se informe.

4 – Retinopatia diabética

A retinopatia diabética surge como uma complicação do diabetes e do aumento das taxas de glicose no sangue. O excesso de açúcar danifica os vasos sanguíneos da retina levando à perda gradual da capacidade de enxergar. A doença é uma das principais causas de cegueira entre adultos em todo o mundo e quanto mais alto for o nível de glicose no sangue, maior será a perda de visão. A retinopatia diabética se apresenta em dois tipos diferentes, um mais complicado do que o outro:

  • Retinopatia diabética não proliferativa: esse é o tipo menos agressivo. Quando diagnosticado precocemente pode ser tratado e controlado sem prejuízo para a visão do paciente. Esse tipo da doença se caracteriza pela não formação de vasos anormais na retina. Nesses casos apenas a mácula é afetada e o prejuízo para visão é muito pequeno.
  • Retinopatia diabética proliferativa: já nesse tipo, os vasos sanguíneos da retina ou do nervo ópticos já encontram-se muito danificados. O resultado é a incapacidade dessas estruturas de transportarem todos os nutrientes que os olhos precisam.

Como muitas doenças oftalmológicas, a retinopatia diabética é bem silenciosa, principalmente nos casos iniciais. Porém, com a evolução do distúrbio alguns sinais podem surgir, como:

  • Dificuldade para leitura;
  • Surgimento de moscas volantes;
  • Visão embaçada;
  • Perda de visão central ou periférica;
  • Distorção das imagens;
  • Sangramento intraocular;
  • Descolamento de retina.

Saiba mais sobre essa doença tão perigosa no e-book…. ().

5 – Descolamento de retina

O descolamento de retina é uma doença considerada de emergência e precisa de atenção imediata. Isso porque, quando a retina se solta do globo ocular, o tecido se degenera e há perda da visão. Os sintomas são de rápida percepção e por isso é importante a busca por atendimento avançado e especializado. O paciente pode experimentar sensações como:

  • Desconforto ocular;
  • Visão turva;
  • Visão embaçada;
  • Sombra na visão, podendo ser central ou periférica;
  • Flashs luminosos;
  • Moscas volantes.

Saiba mais sobre essa doença no post “Descolamento de retina: o que é, quais são os sintomas e fatores de risco” e esteja atento às alterações oculares.

Vale ressaltar que além dos distúrbios citados, doenças inflamatórias também podem provocar a perda de visão, como:

  • AIDS;
  • Doença de Lyme;
  • Herpes;
  • Toxoplasmose;
  • Toxocaríase.

Muito mais do que conhecer as doenças oculares que causam perda de visão, é importante visitar o médico Oftalmologista regularmente. A prevenção ainda é a melhor maneira de evitar que os seus olhos sejam prejudicados permanentemente.